
O ex-secretário do Procon-JP, Júnior Pires, se pronuciou pela primeira vez após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga o suposto envolvimento dele com facções criminosas, deflagrada no fim do mês passado.
A operação investiga uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.
Nas redes sociais, Júnior revelou o motivo de ter pedido exoneração do órgão, o que foi aceito pelo prefeito Léo Bezerra.
“O que eu quero falar para vocês, primeiramente e em absoluto, que eu não tenho absolutamente nenhuma ligação ou envolvimento com nenhuma organização criminosa.Todo o trabalho realizado durante esse um ano e meio, quase dois anos, à frente do próprio Municipal de João Pessoa, jamais poderia ser penalizado e colocado sob suspeita por essa situação. Por isso, para preservar a instituição PROCON, para que a instituição continue atuando firme na sua defesa, na defesa do consumidor pessoense, eu decidi me afastar, para me dedicar à minha defesa e para que o órgão não sofresse nenhuma retaliação.”, disse.
Durante a operação, os policiais apreenderam mais de R$ 200 mil. Sobre isso, Júnior revelou que a quantia encontrada em sua residência tem relação com um divórcio recente.
“Em segundo lugar, os valores apreendidos na minha residência são plenamente compatíveis com a minha renda, tendo, inclusive, declarado parte desses valores desde o ano passado na Receita Federal, como manda a legislação. Outra parte desses valores são decorrentes de vendas de alguns bens que eu precisei realizar devido ao meu divórcio, a uma separação, a qual eu estou, há seis meses, resolvendo com a minha ex-esposa, mãe do meu filho.”









